Filarmónica Nossa Senhora das Neves · Relva

160anos de histórias.
Gerações de música.

Desde 1866, a música passa de mãos em mãos. Dos primeiros instrumentos às grandes digressões, esta é a história de uma comunidade que nunca deixou de tocar.

A Filarmónica no centenário, em 1966Centenário da Filarmónica · 1966

A história, por capítulos

Não são apenas anos. São gerações.

Uma leitura do percurso da Banda, desde a iniciativa dos fundadores até aos palcos de hoje.

Capítulo 011866–1878

Uma freguesia encontra a sua voz.

A 1 de janeiro de 1866, um grupo de relvenses funda uma banda para elevar o prestígio da sua terra e ensinar música aos mais novos. O nome vem da padroeira: Nossa Senhora das Neves.

Manuel Inácio Brasil é o primeiro regente. António Ferreira de Benevides destaca-se entre os impulsionadores e Guilherme Pereira Rangel oferece um hino à nova filarmónica. A estreia pública realiza-se a 9 de outubro de 1866, na procissão de Nossa Senhora do Rosário, na Relva. Em 1878, já sob Guilherme Tavares de Matos, a Banda apresenta-se no Santo Cristo com 50 músicos e 40 instrumentos novos.

Capítulo 021879–1954

Mudar de nome. Manter a música.

A 29 de junho de 1879, a instituição adota a designação Banda Popular Progressista Relvense. O apoio de famílias beneméritas permite renovar o instrumental e consolidar a atividade musical.

A Banda conta com o mecenato das famílias Fonte Bela e Raposo de Amaral. À perda desses apoios seguem-se dificuldades: instrumentos degradados, fardamento insuficiente e contas apertadas. As atas de 1948 a 1950 contam a recuperação do instrumental e o regresso à procissão do Santo Cristo, em 1949. Nesse ano, José Germano Carreiro sucede a Alberto de Chaves na regência. A dedicação de músicos, sócios e dirigentes mantém a Banda em atividade.

Capítulo 031966–1991

Cem anos, o nome de sempre.

No centenário, em 1966, a direção recupera a designação Filarmónica de Nossa Senhora das Neves. José de Oliveira preside à instituição; Manuel Medeiros é o maestro.

José de Oliveira dirige a associação entre 1965 e 1988. Na vida musical, Manuel de Almeida Medeiros deixa uma ligação de cerca de cinquenta anos à Filarmónica, mais de três décadas como regente. A história da Banda conta também com o seu irmão João de Almeida Medeiros e o contributo continuado de gerações de músicos da freguesia. A formação e a vida associativa asseguram a passagem da música de umas mãos para outras.

Capítulo 041992–2000

Da Relva, para lá do horizonte.

A primeira digressão fora de São Miguel leva a Banda a Santa Maria, em agosto de 1992. Seguem-se Azambuja, em 1994, a Terceira, em 1996, e uma viagem ao encontro da diáspora, em 1998.

As fotografias da digressão de 1998 ao Canadá e aos Estados Unidos testemunham esse encontro com as comunidades emigrantes. Em 1999, o percurso passa por Rio Maior e Seixal. Sob a presidência de João Manuel Almeida Soares, a Banda concretiza outro projeto decisivo: inaugura a sua sede própria a 8 de dezembro de 2000, integrada no Centro Cívico da Relva.

Capítulo 052005–2016

O trabalho transforma-se em reconhecimento.

O Diploma de Mérito Coletivo da Relva, em 2005, a vitória no Concurso Filarmonia, em 2010, e a Insígnia Autonómica de Mérito Cívico, em 2016, assinalam diferentes formas de reconhecer o percurso da Banda.

A 19 de setembro de 2010, a Filarmónica vence o primeiro Concurso de Bandas Filarmonia, no Coliseu Micaelense, sob a direção de Hélio Soares. O concerto de abertura dos 150 anos realiza-se no Coliseu a 23 de janeiro de 2016. A 16 de maio desse ano, em Vila Franca do Campo, a instituição recebe a Insígnia Autonómica de Mérito Cívico.

Capítulo 062017–2026

Uma história que continua em palco.

Os 160 anos celebram-se com os olhos no futuro: na formação de novos músicos, no encontro com artistas convidados e em projetos que aproximam a Banda de públicos diferentes.

O arquivo recente reúne concertos, festivais e colaborações como o encontro com os The Black Mamba, em 2024, e os concertos com a Ronda da Madrugada em Santa Maria, em 2025, e no Pico, em 2026. A Escola de Música, a Banda Juvenil, o FISA e o CLARINANDO prolongam a missão de ensinar, partilhar e fazer música em comunidade.

O nosso percurso

Viaje pela nossa história.

1866 — 2026

1 de janeiro · 9 de outubro

O primeiro compasso.

A Filarmónica Nossa Senhora das Neves nasce a 1 de janeiro de 1866, com o nome da padroeira da Relva. A 9 de outubro realiza a sua primeira atuação. Começava uma história que atravessaria gerações.

O historial recorda o apoio da família Raposo do Amaral e a continuidade da atividade, mesmo em períodos de dificuldade financeira.

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O álbum da Banda

Rostos que fazem história.

Amplie as fotografias para explorar o arquivo.

Hélio Soares, maestro da Filarmónica
Direção musical atual

Hélio Soares

Quem deu o compasso

Maestros de muitas gerações.

Do primeiro regente à direção atual, gerações de maestros deram voz à Banda. A lista inclui também substituições pontuais.

1866

Manuel Inácio Brasil

Primeiro regente e figura ligada à origem do lema da Banda.

1949

José Germano Carreiro

Sucede a Alberto de Chaves no período de recuperação da instituição.

1966

Manuel de Almeida Medeiros

Maestro no centenário; mais de três décadas de dedicação à regência.

  • Manuel Inácio Brasil
  • Guilherme Tavares de Matos
  • Augusto Baptista
  • Carlos Manuel Simões
  • Sargento Bastos
  • Alberto Narciso Ribeiro
  • Alberto de Chaves
  • João Ferreira dos Santos
  • José Germano Carreiro
  • Ernesto Medeiros
  • Manuel Medeiros
  • João de Almeida Medeiros
  • João Rosado
  • Luís Guerreiro
  • Hélio Soares

João Rosado e Luís Guerreiro asseguraram também substituições pontuais na direção musical.

Quem sustentou esta história

A música precisa de pessoas.

Uma homenagem aos percursos de quem serviu a Filarmónica e aos muitos músicos, sócios, famílias e dirigentes que sustentaram esta história.

1965–1988

José de Oliveira

Presidiu à associação durante 23 anos e liderou a direção do centenário que restituiu o nome original à Filarmónica.

A partir de 1995

João Manuel Almeida Soares

Presidiu no período das grandes digressões da década de 1990 e da inauguração da sede própria, em 2000.

Primeira mulher na presidência

Paula Medeiros

Primeira mulher a presidir à Filarmónica, na primeira década do século XXI.

Comemorações dos 150 anos

António Raimundo

Presidiu à direção eleita em 2015 e recebeu, em representação da instituição, a Insígnia Autonómica de Mérito Cívico em 2016.

Da Relva para o mundo

Uma banda, muitos destinos.

Digressões e encontros

Santa Maria

Agosto de 1992 · 25 e 26 de outubro de 2025

A primeira digressão fora de São Miguel aconteceu em agosto de 1992. A Banda regressou a Santa Maria a 25 e 26 de outubro de 2025, para dois concertos com a Ronda da Madrugada, no Atlântida Cine. A direção confirma pelo menos três deslocações à ilha; a data da outra visita aguarda identificação no arquivo.

Ver fotografias e vídeos do concerto ↗Ponto de partida · Relva, São Miguel